..:: Maiores botões da AUFM em todos os tempos ::..

 

Em 2001, a AUFM publicou a lista com os nomes dos 10 melhores botões que já passaram pelas mesas ubatubenses. São os botões que mais marcaram gols ao longo dos 5 anos em que eles eram nomeados. 

Eis a lista com os nomes e as histórias:

Em primeiro lugar aparece o rei Swrain, conhecido como "Botão do Século" e "Rei do Futmesa". Inventado por Ralph Solera, foi durante muito tempo o maior artilheiro ddo Campeonato Brasileiro e o grande responsável pelo trí-campeonato são-paulino nas 3 primeiras edições do torneio, quando o time do Morumbí ficou conhecido como a "Máquina Tricolor". Foi o maior artilheiro de um Campeonato Brasileiro, com 23 gols e detém o récorde de títulos conquistados por um único jogador. 

Em segundo na lista está Padilha (também inventado por Ralph Solera), o "Homem-Gol", apelido recebido após ter se sagrado artilheiro do Campeonato Brasileiro por 3 vezes, sendo 2 seguidas (único a conseguir os dois feitos) e por ter desbancado Swrain no número de gols ao longo da carreira na AUFM, tendo balançado as redes em 65 oportunidades, 10 a mais que o rei. Padilha comandou o "Trem-Bala Atleticano" no seu trí-campeonato e depois se aposentou. 

Na terceira colocação ficou o italiano Farininha, (criado por Giovanni Farina) o "Carregador de Times", apelido herdado pelo fato de quase sempre representar 90% dos gols de suas equipes. Formou com Larsen e Padilha o grande trio de jogadores das edições 15 a 18 do Campeonato Brasileiro, sempre brigando pela artilharia dos campeonatos e deixando-a escapar nas finais. Prejudicado pela constante troca de clubes, Farininha se aposentou sem ter conquistado um título, perdendo a única final que disputou para o rival Padilha e seu São Paulo. O italiano é quarto maior artilheiro de todos os tempos da AUFM com 46 gols marcados ao longo da carreira, atrás apenas de Padilha, o rei Swrain e Paulo Sóler. 

Em quarto na lista temos o holandês Érik Larsen (criado por Fábio Pereira), o "Artilheiro Alaranjado", sexto maior goleador da História da AUFM com 43 gols na carreira e protagonista de duelos inesquecíveis com Padilha durante os tempos do Trem-Bala Atleticano, sendo o único a vencê-lo no duelo pela artilharia de um campeonato. Larsen foi revelado no Corinthians, depois foi para o Botafogo, time com o qual mais se identificou e onde teve sua melhor fase. Saindo do Botafogo, Larsen passou por várias equipes sem apresentar o mesmo futebol vigoroso até encerrar a carreira no Vitória. 

Na quinta posição encontramos Paulo Sóler (mais uma cria de Ralph Solera), o “Fenômeno”, já que foi artilheiro do Campeonato Brasileiro logo na sua primeira participação. Terminou precocemente a carreira com a incrível marca de 50 gols, o que o colocou na 3a posição no ranking de artilheiros e mostra que se tivesse tido mais tempo, talvez poderia ter superado o rei Swrain e até mesmo Padilha. Paulo Sóler marcou época no São Paulo ao lado do companheiro Renato Neto. 

Em sexto ficou o provável mais polêmico botão de Ubatuba em todos os tempos: Renato Caiçara, inventado por cláudio Oliveira Júnior. Contemporâneo de Swrain, a quem odiava, Renato foi um grande goleador, tendo levado o Vasco à sua única final de Campeonato Brasileiro e também foi o grande responsável pela permanência récorde do Santos na 1a Divisão (10 temporadas seguidas). Craque dentro de campo e arruaceiro fora dele, Renato sempre se meteu em confusões com drogas, polícia e técnicos de times. Foi preso várias vezes e abandonou a carreira acabado, após perambular por várias equipes pequenas. Sua maior glória, no entanto, foi ver o neto, também Renato, ser artilheiro do Campeonato Brasileiro e 5º maior goleador da História da AUFM. 

Na sétima colocação na lista figura o ex-goleiro Pentágono (criado por Luciano Calliani), o melhor que o futmesa de Ubatuba já viu jogar. Comparável à ele só o lendário Ploc. Pentágono foi o carro-chefe do bí-campeonato corintiano, conquistado de forma invicta, tendo atuações tão boas que ganhou o apelido de "Muralha Humana".  Foi um grande pegador de pênaltis, dando um título ao Corínthians numa decisão por penais contra o Flamengo, sendo que sua defesa mais famosa foi quando pegou uma cobrança do príncipe Swróing, numa partida contra o Fluminense, quando ele marcaria o milésimo gol dos Campeonatos Brasileiros. Swróing não marcou e coube a Ofídio (Flamengo) a honra de marcar o milésimo gol. 

Ploc (goleiro criado por Ralph Solera) aparece na oitava colocação por seus feitos no São Paulo trí do Campeonato Brasileiro, quando simplesmente lacrou o gol tricolor e garantia sempre a melhor defesa do campeonato. Ploc era polêmico, amado pelos são-paulinos e odiado pelos rivais. Graças à seu sucesso na época, quando era o melhor nas mesas locais, uma esteira de goleiros surgiram seguindo seu estilo: Plet’s, Adams, Pong e outros mostraram como o querido Ploc, o “Legendário”, fez escola. 

Em nono na lista está Zanaldinho (botão inventado por Valdinei Campos) artilheiro que fez história no Vitória, desbancando o “Fenômeno” Paulo Sóler na disputa pela artilharia de alguns torneios. Sua grande fase e maior feito foi ter sido artilheiro da 1ª Copa do Brasil e campeão do 17º Campeonato Brasileiro, ambos pelo Vitória, time que ele ajudou a entrar para a galeria dos grandes da História da AUFM. Zanaldinho terminou a carreira no mesmo clube onde começou, escrevendo seu nome no Hall da Fama dos grandes botões que o futmesa local já viu. 

Por último, na lista dos 10 maiores da História, encontramos o atualmente pouco conhecido Axl Rose (inventado por Marcelo Costa) norte-americano que jogou no Internacional de Porto Alegre quando o Colorado ainda não participava do Campeonato Brasileiro. Axl era um craque polêmico, que surgiu junto com Swrain em grandes disputas pela Copa Pelé, quando o Santos de Swrain e o Ínter de Axl brigaram pelo título por 4 temporadas seguidas. Axl chegou a desbancar o rei em 2 oportunidades e ficou com a artilharia. Foi lançado por Marcelo Costa, ex-cartola da antiga FBU. 

Foi bastante difícil elaborar esta lista dos melhores botões de todos os tempos da AUFM. Com base na lista dos maiores artilheiros, nas reportagens lidas nos arquivos dos jornais PC News e Botão Caiçara e por lembranças de como repercutia os nomes dos botões famosos nos Campeonatos Brasileiros, fizemos esta homenagem aos queridos “jogadores” que ficarão para sempre em nossa memória. Obrigado a todos eles por nos darem tão bons momentos! 

Para não cometer nenhuma injustiça, segue abaixo uma lista de botões que merecem uma “Menção Honrosa” por terem sido artilheiros de algum campeonato, terem batido algum récorde ou terem figurado na lista dos 30 maiores artilheiros de todos os tempos: Lary, Rossivaneo, Inócuo, Raí, Pat Cash, Boyola, Qüilícera, Sim, Müller, Cafú, Solera, Forbes, Pedro Pó, Harry Harrisson, Prepúncio, Bono Vox, Júnior, Dísgra, Wally Gator, Roger Carlos e o príncipe Swróing

Por fim, homenageamos aqui Wally Gator, o maior técnico botonístico que a AUFM teve. Wally foi criado por Ralph Solera e tem, entre outros récordes, os seguintes: é, junto com o rei Swrain e Paulo Sóler, o único a ter ganho o Campeonato Brasileiro como jogador (pelo São Paulo) e técnico (2 vezes pelo São Paulo e outras 2 pelo Atlético Mineiro), totalizando 5 títulos. É o botão único a ter conseguido 5 conquistas no Campeonato Brasileiro.

 
 
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